terça-feira, 19 de julho de 2011

de uma oficina

Cena 01 (int. - tarde - delegacia)
Advogada chega e encontra a esposa


ESPOSA
E aí? Ele já vai sair?


ADVOGADA
Nossa, a gente tem um problema

ESPOSA
Eles não acreditaram que o ovo era kinder?

ADVOGADA
Antes fosse isso... a liberdade provisória já está garantida. Mas a pena... tá valendo a pena.


Cena 02 (int. - tarde - cela)
Esposa conversando com o prefeito


ESPOSA
Que história é essa? O que está acontecendo?

PREFEITO
O que você está fazendo aqui? A advogada não te disse?

ESPOSA
Disse o quê?

PREFEITO
Que eu to livre

ESPOSA
Então, mas o que você tá fazendo aqui?

PREFEITO
Ué ... to livre de você. Geralda traz o papel do divórcio e o contrato da skype

ESPOSA
[fazendo escândalo]
Mas amor o que tá acontecendo?

PREFEITO
Oh carcereiro, some com essa louca daqui


Prefeito assistindo Tv felizinho


Autoria: Grungie, Ana, Camila, Edilaine, Marília


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terça-feira, 21 de junho de 2011

guimarães

O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem...

Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando."

domingo, 22 de maio de 2011

sábio melamed

NÃO CONFUNDIR FRAGILIDADE COM FRAQUEZA
FRAGILIDADE É O QUÃO RÁPIDO SE CHEGA AO ÂMAGO
E NÃO O QUANTO ELE AGUENTA

sábado, 30 de abril de 2011

Dolores

Cria dores
Trai dores
Mata dores
Recria dores
Trai dores
Mata dores
Recria dores
                       ............           Endo senfim

sexta-feira, 15 de abril de 2011

à madrugada

-Você está fazendo tudo errado!
-Fazendo o que de errado?
-A sua vida rapaz...
-Me perdoe, meu senhor, é que não tenho o script.

domingo, 3 de abril de 2011

snob's

Essa loucura nunca me deixou sozinho
Achei que eu estava sem ninguém
Mas eu sempre fui em busca do caminho
Que me mostrasse o bem






mas louco é quem me diz e não é feliz ;D

segunda-feira, 21 de março de 2011

dois contos, um filme, um teatro

"Estava em tudo e em lugar nenhum, e gritava: NÃO QUERO MAIS SER EU"
Assim, subitamente, Maria Lúcia acordara de um sonho que não era sonho, mas sim uma daquelas reflexões em que nós perdemos na distinção do que é real e o que é pensamento.
Levantou-se, agora observava um espelho e pensava: NÃO QUERO MAIS SER EU, essa afirmação não saia-lhe da cabeça. Por um instante lhe ocorreu a impressão de ter ouvido um resposta: QUAL EU?
Espantada, prende seu olhar fixamente ao espelho, e num tombo de lucidez, se perde novamente em pensamentos, perdida, sem rumo, sem chão, num plano complexo, complexado. QUAL EU? Existia mais de um  eu em um só ser humano? Não sabia de fato responder a essa questão, mas no momento beirava a dúvida por se dizer que sim.
E se realmente houvesse de ter que ser sim essa resposta?
Maria Lúcia aceitou o sim, não quero mais ser eu, esse eu que todo mundo vê, que todo mundo sente, que todos presenciam, mas que no fundo não sou eu.
-Vontade de viver- era o que soava do espelho; Maria Lúcia queria viver o eu que tem como garantia aproveitar o sublime que a vida nos oferece, para que na hora de sua morte não viesse-lhe a cabeça a ideia de que não tinha vivido. E repetia Maria Lúcia:
-Quero largar tudo o que faço para fazer o que quero, quero largar tudo o que faço para fazer o que quero; quero fazer tudo o que quero e largar tudo o que faço. Eu quero largar tudo o que faço?
E nesse exato momento lhe veio a dúvida de qual eu era melhor para se ser, o eu que vivia na comodidade da vida como ela é, ou o eu da vontade de viver, o eu livre sem medo do ridículo; a dúvida era grande, densa, pesava-lhe em suas costas. E vontade de viver gritava por dentro: DEIXE-ME SER, Maria Lúcia, me acolha em seus braços, dê-me forças para existir, DEIXE-ME SER, Maria Lúcia.
Ainda com o olhar fixo no espelho, não estava compenetrada de que a vontade de viver era a melhor escolha, mas pensava deliciosamente como seria fazer tudo o que desejava, e deixar de ser esse eu que não era eu. Contudo, vinha a dúvida, esta existia. A dúvida era maior que a vontade de viver, a dúvida era maior, mesmo que de algum modo, a revelia dela lhe tivesse passado pela cabeça a vontade de viver, já era tarde, a comodidade talvez lhe caísse bem, era tarde, apagava a luz, não se via mais o espelho. Maria Lúcia era um só eu e dormia.